terça-feira, 7 de outubro de 2008

Um pouco de Filosofia Política

Ontem, buscando elementos para compreender um texto que estava estudando, me deparei com o blog do Luiz Simi, Livre Pensamento (http://livre-pensamento.blogspot.com/). Confesso que não tive tempo para longas leituras, mas o autor que eu pesquisava, Karl Popper, estava lá, em um ótimo post que resumia, em breves parágrafos, suas idéias e seu legado para a filosofia. Gravei o link do blog dele imediatamente na minha lista de favoritos e espero ter mais tempo em breve para acompanhar o que o Luiz anda escrevendo, pois gostei muito dos temos abordados por ele, que vão desde a filosofia, a economia, a política até o que ele chama de "especulação científica". Transcrevo parte do texto aqui e trago o link para uma leitura completa, ao final, caso queiram.
Popper, a Sociedade Aberta e o Liberalismo, por Luiz Simi
"Sob muitos aspectos a obra de Karl Popper, filósofo austríaco naturalizado britânico, é uma das mais importantes contribuições modernas não apenas à causa da liberdade, mas ao resgate da ciência e do racionalismo das garras do Positivismo, do Marxismo e do Hegelismo. Talvez um dos grandes iconoclastas da filosofia moderna, Popper contribuiu decisivamente para combater a desonestidade intelectual que dominava (e ainda domina) uma parcela significativa do trabalho científico (especialmente na área das ciências humanas), e ofereceu argumentos sólidos sobre a natureza e a desejabilidade de sociedades baseadas no pensamento liberal clássico, que ele denominava “sociedades abertas”. Infelizmente, o conhecimento sobre a obra de Popper parece ser mais disseminado entre os inimigos da liberdade (que acertadamente vêem no filósofo um dos seus maiores nêmesis intelectuais de todos os tempos) do que entre os seus defensores. A ignorância da obra de Popper priva os liberais e demais defensores da liberdade de argumentos e ferramentas poderosas na luta de valores contra o totalitarismo e a adoração do poder.
Na área da epistemologia (o estudo da ciência), Popper foi o responsável pela definição da chamada metodologia da falseabilidade, que sem sombra de dúvida é a sua mais importante contribuição ao avanço do pensamento científico. Em direto confronto com os pensadores clássicos (como Platão e Aristóteles, e seus inúmeros seguidores), Popper sustenta que não existe verdade científica, ou seja, a ciência nunca gera conhecimento que seja definitivo, final, absoluto. A ciência trabalha com base em, e produz, hipóteses, ou o que Platão chamaria de “opinião”. Essas hipóteses são, na melhor das hipóteses, “chutes” bem-informados sobre como as coisas acontecem. Não podemos nunca afirmar que uma dada hipótese é “a” verdade; ela é, no máximo, a melhor explicação que se pode dar sobre um certo fenômeno, de acordo com o nível presente de conhecimento científico acumulado disponível. Uma hipótese, para ser científica, tem que ser falseável, ou seja, sujeita a testes que possam refutá-la total ou parcialmente. E por quê o foco na falseabilidade? Simples: porque não temos como apresentar nunca uma “prova”definitiva de que uma dada hipótese é verdadeira. Quantas comprovações positivas são necessárias para que uma hipótese possa ser considerada “a verdade absoluta”? Essa é uma pergunta impossível de responder. Mas basta uma única prova negativa (ou seja, um único resultado que contrarie de forma irrefutável a hipótese) para que possamos declarar que a hipótese não é verdadeira, e elaborar uma nova que incorpore os novos dados e seja mais robusta que a anterior. Mais importante do que “provar” uma teoria, para Popper, e tentar refutá-la. E se ela resistir às tentativas de refutação, permanece válida".

Para ler mais, clique: http://livre-pensamento.blogspot.com/2005/08/popper-sociedade-aberta-e-o.html

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